Aldeia da Pena, 1994
Escrevia-se no InforARCE (o jornal da escola) desse ano que “a viagem perfeita é circular: a alegria de partir terminando na de voltar”. A Aldeia da Pena foi, de facto, uma dessas viagens.
Já não me lembro dos nomes das pessoas que encontrámos pelo caminho. A este Senhor da fotografia associo apenas os maços de tabaco Definitivos que lhe comprámos como agradecimento da atenção e paciência com que respondeu às perguntas que lhe fizemos. Tenho-lhe a voz guardada nas cassetes que ainda conservo e, ainda que de vez em quando me sobre vontade de as ouvir, tenho medo de que, ao fazê-lo, a inocência desse tempo e desse “saber ser” se esvaia no éter como areia entre os meus dedos.
Talvez um dia haja como pegar em todo esse material. Talvez saibamos como remistura-lo com o presente e talvez, por obséquio à memória e à saudade; os Enigma - que a isto deram mote - sirvam ainda de banda sonora.
Aldeia da Pena, 1994
Escrevia-se no InforARCE (o jornal da escola) desse ano que “a viagem perfeita é circular: a alegria de partir terminando na de voltar”. A Aldeia da Pena foi, de facto, uma dessas viagens.
Já não me lembro dos nomes das pessoas que encontrámos pelo caminho. A este Senhor da fotografia associo apenas os maços de tabaco Definitivos que lhe comprámos como agradecimento da atenção e paciência com que respondeu às perguntas que lhe fizemos. Tenho-lhe a voz guardada nas cassetes que ainda conservo e, ainda que de vez em quando me sobre vontade de as ouvir, tenho medo de que, ao fazê-lo, a inocência desse tempo e desse “saber ser” se esvaia no éter como areia entre os meus dedos.
Talvez um dia haja como pegar em todo esse material. Talvez saibamos como remistura-lo com o presente e talvez, por obséquio à memória e à saudade; os Enigma - que a isto deram mote - sirvam ainda de banda sonora.
Posted 3 years ago Notes